<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747</id><updated>2011-10-18T19:21:47.574-07:00</updated><title type='text'>Blog do Geraldo Affonso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-6602569471690018346</id><published>2011-10-18T19:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T19:21:47.609-07:00</updated><title type='text'>PATRÍCIA LOURIVAL ACIOLI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Nos anos oitenta, quando se falava em Nova Iguaçu o que vinha na mente de qualquer pessoa era a violência associada à miséria. No entanto, não era bem assim que a cidade tocava minha sensibilidade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Durante mais de quatro anos eu fiz meu trajeto do bairro da Zona Norte do Rio onde eu morava para Nova Iguaçu, dirigindo por, aproximadamente, quarenta minutos e gostava da viagem, assim como da cidade e do meu trabalho. Considero a advocacia exercida pelo Defensor Público muito prazerosa, pois o profissional que a exerce está liberto da comercialização de sua atuação. É o estado que lhe paga e, em contrapartida tem a obrigação de defender os interesses de seus assistidos com o maior empenho. Pelo menos é o que se espera de um membro da Defensoria Pública. Durante muitos anos fui Defensor Público no Estado do Rio de Janeiro e mesmo aposentado, não cortei o cordão umbilical com minha instituição, e quando vou à Cidade Maravilhosa, compareço à Defensoria Pública ou à Associação dos Defensores e continuo convivendo com meus colegas, antigos ou novos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Minha atuação na Defensoria Pública, desde o início foi direcionada para a área criminal e em várias comarcas do interior onde atuei, aos poucos, fui me enfronhando e me entusiasmando com as defesas perante o Tribunal do Júri. Assim, quando assumi a Defensoria de uma vara criminal especializada em júri, justamente na principal comarca da Baixada Fluminense, fiquei muito feliz, pois concretizava um sonho de realização profissional dentro da instituição que eu amava, e que amo, mesmo na inatividade há vários anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na década de oitenta, o município de Nova Iguaçu era bem maior do que atualmente e sua população devia orçar a casa de um milhão e meio de habitantes. Vale esclarecer que, posteriormente, vários de seus distritos, tais como Belford Roxo, Engenheiro Pedreira, Queimados e Mesquita, todos com grande densidade populacional, emanciparam-se e como decorrência, novas comarcas foram criadas, evidentemente, desafogando e muito, os serviços afetos à Justiça. Se não me falha a memória, foi em 1988 que se apresentou em Nova Iguaçu , designada para atuar nas varas do júri da comarca, a defensora pública recém nomeada, Patrícia Lourival Acioli. Era extremamente jovem, bonita, sendo que a decantada vaidade feminina não fazia parte de sua personalidade, pois trajava-se com simplicidade. Tinha um sorriso meigo, seu cartão de visita. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em Nova Iguaçu havia apenas cinco varas criminais, sendo duas, a quarta e a quinta, especializadas no Tribunal do Júri, muito pouco para uma população tão grande. Eu e o então jovem Defensor Público Fábio Uchoa, hoje juiz titular do Primeiro Tribunal do Júri e coincidentemente um dos que substituíram Patrícia Acioli em São Gonçalo , enfrentávamos a tribuna do Júri quase todas as semanas e Patrícia esmerava-se no atendimento às partes. E foi justamente nesse atendimento que ela mostrou sua face emotiva e ao mesmo tempo combativa. Vivenciava o sofrimento daquelas pessoas humildes que procuravam a Defensoria, muitas delas vítimas da arbitrariedade de maus policiais e aí é que despontou sua personalidade guerreira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Patrícia ficou uns três ou quatro anos como defensora pública e, aprovada em concurso para a magistratura iniciou nova carreira. Não tenho dúvida, de que a experiência de sua trajetória na Defensoria, uma instituição tradicionalmente defensora dos direitos humanos, pautou sua atuação na magistratura. No Poder Judiciário preferiu trabalhar em varas criminais e não se afastou daquilo que fazia na Defensoria Pública, o atendimento às partes. Tal como na sua instituição anterior as portas de seu gabinete estavam sempre abertas às pessoas humildes, muitas vítimas ou parentes de vítimas do crime organizado, de milicianos e de policiais assassinos e arbitrários. Há anos que exercia com destemor sua magistratura em São Gonçalo , uma cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, colada em Niterói, infestada de favelas, com uma população superior a um milhão de habitantes e com um grande índice de pobreza e de criminalidade. Há muito poderia optar por outra comarca, outra vara mais tranqüila, mesmo porque há tempos que recebia ameaças de morte, mas, apesar do perigo, seu espírito justiceiro falava mais alto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A última vez que vi Patrícia foi na cerimônia de sua posse na Magistratura. Sentia-se feliz, pois iniciava uma nova trajetória no ramo do direito, mas não escondia uma ponta de tristeza por sair de uma instituição onde deixava tantas amizades e tantos projetos inacabados. Seu sorriso meigo e bonito ficou gravado em minha memória e jamais será esquecido. O sorriso de uma guerreira, de uma juíza que pagou com sua vida o direito de fazer a verdadeira justiça, de combater a maior das impunidades que é a adstrita à chamada banda podre que, embora integrada por uma minoria de maus policiais, infelizmente, existe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-6602569471690018346?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/6602569471690018346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=6602569471690018346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/6602569471690018346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/6602569471690018346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2011/10/patricia-lourival-acioli.html' title='PATRÍCIA LOURIVAL ACIOLI'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-5167221539239760749</id><published>2011-07-03T19:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T19:30:40.244-07:00</updated><title type='text'>O Tempo Dirá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há escritores férteis em suas produções literárias, que passam a vida inteira escrevendo, mas o árduo labor não encontra receptividade no público, na crítica ou nos meios de comunicação. Outros, com escassa produção, às vezes com um único livro alcançam incrível popularidade, tornando-se importante referência entre os grandes de sua época. O escritor norte-americano J.B.Salinger é um desses, graças ao seu único romance, “O Apanhador no Campo de Centeio”, publicado em primeira edição no início da década de 50. Este livro, desde o impacto de seu lançamento, vem conquistando muitos leitores e seu autor passou a ser reconhecido internacionalmente como um dos grandes nomes da literatura de ficção norte-americana do século passado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O interessante na obra de Salinger é que o tema abordado é dos mais banais. Trata-se de uma narrativa feita na primeira pessoa por um adolescente problemático, que após ser expulso da escola por ter sido reprovado em quase todas as matérias, passa alguns dias em Nova Iorque , antes de retornar a casa. No entanto, a linguagem própria dos jovens, a sexualidade tratada sem disfarces, a despreocupação com o futuro, a crítica ao comportamento e o modo de pensar, principalmente dos mais velhos, a rebeldia, e outras facetas da juventude, fizeram do livro um ícone de influências para várias gerações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No início da década de 50 eu também era um adolescente. Não li o livro de Salinger naquela época, nem sofri qualquer influência relacionada à mencionada obra, mas, hoje, procurando fazer uma auto-análise, ou mesmo, uma autocrítica, creio que em certos aspectos de minha adolescência, como na de muitos e muitos outros jovens de várias gerações, podem-se identificar alguns descritos no referido personagem. No entanto, há dois, um que hoje eu classificaria como negativo e outro como altamente positivo, em que vislumbro no adolescente que eu fui, situações muito próximas das enfocadas no jovem personagem de Salinger.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O jovem narrado na mencionada obra tinha verdadeira ojeriza por estudar qualquer matéria que não fosse o Inglês, o que lhe custou muitas reprovações escolares. É a famosa vadiagem que também me pegou e me custou um atraso nos estudos de, pelo menos, uns quatro anos. É o aspecto que considero o mais negativo de toda minha adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já o positivo, tal qual o personagem do referido livro, é que desde criança, adquiri o hábito de ler e ler muito. Iniciei pelos infantis de Monteiro Lobato e mais tarde, mesmo a par de minha malandragem escolar, comecei a me interessar por romances. Li e me emocionei com escritores brasileiros do romantismo, tais como José de Alencar, principalmente no “O Guarani”. Vibrei e muito com os de Machado de Assis e Eça de Queiroz. Nessa época passei também a ler os romances de Jorge Amado, principalmente os focados na influência marxista, tais como, os três volumes de “Subterrâneos da Liberdade” e “O Cavaleiro da Esperança”, além de “Mar Morto”, “ Capitães de Areia”, “Seara Vermelha”, “Terras do Sem Fim” e outros, passando também por romancistas alienígenas, em especial o da moda daqueles tempos, A.J.Cronin. Assim, acabei tornando-me um leitor compulsivo, hábito que me acompanha pela vida inteira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passada a fase da ojeriza aos estudos, sem dúvida, o hábito da leitura tornou minha formação acadêmica e profissional muito mais fácil e prazerosa.Analisando o comportamento e as preferências da juventude atual, sem dúvida, a leitura de livros encontra sérios concorrentes nos meios de comunicação e nos avanços da tecnologia. A Internet, onde tudo se encontra já mastigado, seja para o bem ou para o mal, principalmente no seio da juventude, vem progressivamente substituindo o milenar hábito da leitura de livros. Inquestionável que tal preferência oferece aspectos dos mais positivos, principalmente quanto à gama imensa de informações disponibilizadas com um simples toque num teclado.No entanto, será que num futuro próximo ou mesmo remoto, o livro, este amigo inseparável de todas as horas, desaparecerá na voragem das conquista da tecnologia? Creio que não, mas a resposta correta o tempo dirá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-5167221539239760749?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/5167221539239760749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=5167221539239760749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/5167221539239760749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/5167221539239760749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2011/07/o-tempo-dira.html' title='O Tempo Dirá'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-4178087760192212969</id><published>2011-04-10T09:17:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T09:17:53.149-07:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS CARIOCAS</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Como é bom viajar para dentro de nós mesmos. Espanar o pó que encobre antigas recordações para visualizar meu Rio de Janeiro de antigamente, cidade maravilha em que vivi dos três aos sessenta anos. Como é bom resgatar aqueles momentos, aquelas faces, aqueles olhares, aqueles namoros, aqueles aromas que nos levam à infância e à mocidade. &amp;nbsp;É o passado invadindo o presente, reavivando lembranças e sentimentos quase extintos. Minha mãe com criança no colo e outra na barriga, passeio familiar aos domingos, eu e meu irmão Luiz Antonio com a roupa, corte de cabelo, suspensórios e &amp;nbsp;sapatos idênticos, sugerindo a clássica &amp;nbsp;e repetida pergunta dos passantes, “são gêmeos?”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Houve tempos difíceis, sofridos, tempos de dificuldades financeiras, família grande, &amp;nbsp;&amp;nbsp;nove filhos, além de uma&amp;nbsp; que se tornou filha do coração. Mudanças de bairro acompanhando as transformações financeiras da família. Meu pai, modesto cirurgião dentista, numa certa fase da vida passa a acumular sua profissão com a de auditor fiscal da fazenda. Assim, das casas alugadas nos bairros do Grajaú, Rio Comprido, Engenho Novo e até no subúrbio de Madureira, passamos para os bairros de Botafogo, Fátima, e, finalmente, Leblon, em apartamento próprio. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Rio de Janeiro dos anos cinqüenta e sessenta, anos azuis da adolescência e mocidade. Rio zona norte, Rio suburbano, o impacto da mudança para a Zona Sul, o futebol no início da era Maracanã com Zizinho no gramado. A moça bonita de Madureira. As viagens de trem Vera Cruz para Belo Horizonte num tempo em que&amp;nbsp; ninguém a chamava de BH. E os bondes verdes do meu Rio de antigamente, meus companheiros de tantas viagens e que ainda transportam minhas lembranças em sonhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O centro do Rio sempre foi uma festa para os meus olhos de então. Vejo-me, office-boy, driblando e desviando-me com incrível destreza e rapidez dos automóveis na Avenida Rio Branco. De vez em quando um xingamento: “ Menino irresponsável!”. Mais tarde, funcionário público, ao findar do expediente, um chopp geladíssimo no Bar Brahma, na&amp;nbsp; falecida Galeria Cruzeiro.&amp;nbsp; Tempos heróicos de pouco dinheiro, mas de &amp;nbsp;muita alegria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tempo passa muito mais rápido do que se pensa quando se é jovem. Ralei muito para tornar-me professor por vocação e&amp;nbsp; mais tarde, já na casa dos trinta, advogado e na dos quarenta, defensor público. Casei, vieram filhos, descasei, casei novamente com a linda moça de olhos verdes que conheci na estação do metrô do Largo da Carioca. Vieram filhas,netos e bisnetos. Aposentei, mudei para as montanhas do Sul de Minas. &amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas isto já é uma outra história.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-4178087760192212969?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/4178087760192212969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=4178087760192212969' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/4178087760192212969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/4178087760192212969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2011/04/reminiscencias-cariocas.html' title='REMINISCÊNCIAS CARIOCAS'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-778017621524680090</id><published>2011-03-17T19:15:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T19:15:19.436-07:00</updated><title type='text'>UMA PITADA DE POESIA</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Os poetas ainda existem &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A música que penetra em meus sentidos não é um sonho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;pois traz a esperança de que neste mundo trágico e perplexo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;ainda há lugar para o mágico e o poético&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;A criança ainda pode segurar a haste de uma flor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;e tocá-la no ursinho de pelúcia branco &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;À beira mar&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;lua ainda pinta o oceano&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;com sua réstea de luz prateada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;e, o que é mais importante, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;os poetas ainda existem&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 92.15pt; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-778017621524680090?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/778017621524680090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=778017621524680090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/778017621524680090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/778017621524680090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2011/03/uma-pitada-de-poesia.html' title='UMA PITADA DE POESIA'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-2049627685144931978</id><published>2010-10-07T13:38:00.000-07:00</published><updated>2010-11-23T05:15:45.210-08:00</updated><title type='text'>COMO NASCEU UM GRANDE CLUBE DE FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img height="168" src="http://www.americamineiro.com.br/imagens/titulos1.gif" width="200" /&gt;No início do século passado, principalmente na segunda década, o futebol no Brasil deixava de engatinhar para dar seus primeiros passos. A hoje imensa capital de Minas Gerais, em 1911 ainda era uma pequena cidade com, aproximadamente 35.000 habitantes, apesar de ostentar ruas e avenidas largas, fruto de um planejamento bem sucedido feito há alguns anos atrás, assim como, a novidade dos bondes elétricos e suntuosos prédios públicos, que já davam à cidade  a aparência de ser bem maior do que efetivamente era.  A febre esportiva contagiante, que atingia os meninos e adolescentes  do Brasil inteiro era o futebol, ainda um esporte considerado de elite. O elemento negro, hoje predominante em várias práticas esportivas, em especial no futebol, mostrava-se estranho ao “esporte bretão”, como se costumava denominar o esporte. Assim, grande parte dos clubes que surgiram no Brasil ainda no alvorecer do século XX  foram organizados por meninos e adolescentes de  classe média ou alta,  praticantes do novo esporte. e  os modelos de inspiração, geralmente, vinham do Rio de Janeiro  ou São Paulo.  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1911 o Governador de Minas, ou usando a nomenclatura da época, o Presidente de Minas Gerais era o ouro-finense Júlio Bueno Brandão, um político respeitado por seu espírito de liderança e, principalmente, por sua seriedade e honestidade no trato das coisas públicas.  Sem dúvida, instigado por seus filhos e sobrinhos, ainda de calças curtas, todos praticantes entusiasmados do futebol, esporte que surgia célere e conquistava cada vez mais adeptos, resolve convidar o América Foot-ball Club do Rio de Janeiro para uma partida amistosa em Belo Horizonte. Foi a primeira vez que uma equipe carioca, na época uma das mais populares do Brasil, se deslocava até a emergente capital mineira para uma partida amistosa.  E o jogo transcorreu numa tarde chuvosa de quinta-feira, exatamente no dia 16 de novembro de 1911, A equipe belorizontina que enfrentou os cariocas, o Yale Athletic Club, era formada por jovens estudantes e não fez feio. Perdia apenas por um a zero, quando, encerrado o primeiro tempo, o árbitro interrompeu o jogo em razão da tempestade que transformou o campo de jogo num verdadeiro lamaçal.  &lt;br /&gt;A viagem do América do Rio a Belo Horizonte, certamente, influenciou na escolha do  nome de um dos mais tradicionais clubes de futebol do Brasil, o América mineiro, fundado  em abril de 1912 por vários meninos praticantes do futebol e, entre eles, familiares do então governante de Minas, Júlio Bueno Brandão.&lt;br /&gt;Em seu livro de memórias, “Na Vivência de Meu Tempo”, Affonso Silviano Brandão, que foi o primeiro presidente do América, relata que a idéia de fundar um clube de futebol surgiu numa conversa de meninos, quase todos alunos do tradicional Colégio Arnaldo de  Belo Horizonte. Ele, por ser torcedor do América carioca, sugeriu o mesmo nome, ou seja, América Foot-ball Club,  porém, como houve outras sugestões, ou seja, Riachuelo, Paissandu e Guarani, resolveram que o nome seria escolhido por sorteio, o que de fato ocorreu e o fator sorte indicou o nome do América.  Vale destacar que Affonso Silviano era sobrinho do então governante Júlio Bueno Brandão, bem como, entre os fundadores, havia um de seus filhos, Francisco Bueno Brandão e um outro sobrinho, José Megale, também nascidos em Ouro Fino e estudantes em Belo Horizonte. O interessante é que Affonso Silviano foi escolhido presidente por ser o mais velho entre os fundadores, e, no entanto, tinha apenas quatorze anos de idade.&lt;br /&gt;Assim, uma reunião de meninos, colegas de escola que, a primeira vista poderia parecer despretensiosa, daria origem a um dos grandes e tradicionais clubes de futebol de Minas Gerais e um dos poucos no  Brasil que pode se orgulhar de ter sido dez vezes campeão em anos sucessivos,  pois sagrou-se campeão mineiro nos anos compreendidos  entre 1916 e 1925. Mas isto já uma outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-2049627685144931978?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/2049627685144931978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=2049627685144931978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2049627685144931978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2049627685144931978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2010/10/como-nasceu-um-grande-clube-de-futebol.html' title='COMO NASCEU UM GRANDE CLUBE DE FUTEBOL'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-3265064743981888623</id><published>2010-09-12T19:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T19:03:28.773-07:00</updated><title type='text'>Reminiscências quase pernambucanas</title><content type='html'>Nada acontece por acaso. Hoje,tenho a convicção de que a Força Superior que guia nosso destino é quem decide os rumo de nossas vidas. Nós somos o rebanho e Ele o pastor. Assim, não foi por acaso que meu pai, Amaro Silvestre Pereira de Araujo, nordestino de boa cepa, cirurgião dentista dos melhores, um dia bateu os costados em Campinas. Na verdade, foi direcionado por Ele justamente para ser vizinho de meu avô materno, doutor Antonio Pimentel Junior, culto advogado, assistindo na bela e progressista Princesa do Oeste dos anos trinta. Foi lá que Deus semeou minha familia.&lt;br /&gt; De Campinas para Ouro Fino, terra natal da bela e meiga Zuleika, minha mãe, foi um pulo, mas salpicado de dificuldades financeiras para o jovem odontólogo. Chegou o primogênito, Luiz Antonio, e pouco tempo depois minha mãe já carregava no ventre este modesto escriba. Daí veio a idéia da mudança para Recife, cidade grande, melhores oportunidades profissionais, ajuda financeira de meu avô paterno, projetos que entusiasmaram meu pai, inclusive a possibilidade de seu segundo filho ser também pernambucano como ele. Mas, a bem da verdade, cumpre esclarecer que esse entusiasmo não foi compartilhado por minha mãe. &lt;br /&gt;Acostumada ao aconchego da proximidade familiar, principalmente de minha avó, Maria Ignácia, poucos meses após a chegada à bela capital nordestina, minha mãe já implorava pelo retorno, principalmente porque não queria ter filho longe do apoio maternal. Daí, minha provável naturalidade pernambucana começou a balançar, até que se desvaneceu totalmente, pois vencido pelos apelos de sua jovem esposa, meu pai decidiu pelo retorno.   De fato, com a previsão do parto para novembro, no início de outubro de 1934,  minha família retornava por mar com destino ao Rio de Janeiro, trampolim para Ouro Fino, cidade para onde meus avós maternos tinham se mudado.&lt;br /&gt;  Naquele tempo, viajar não era um ato tão simples como na atualidade. Os deslocamentos entre o norte ou nordeste para o sul e vice-versa, eram feitos nos navios das companhias Navegação Cossteira e Loyde Brasileiro, e a viagem de Recife para o Rio de Janeiro era feita em cinco dias, pelo menos. Avião era um privilégio das pessoas corajosas e abastadas.  Já do Rio para Ouro Fino havia o acréscimo de mais dois dias, nos maria-fumaças  tão comuns naqueles tempos românticos. &lt;br /&gt;    As agruras da viagem devem ter mexido bastante com o ventre de minha mãe e apressado o parto, pois mal chegamos em Ouro Fino, eu já me debatia no limiar dessa longa trajetória extra uterina em que me encontro até os dias atuais. E não houve tempo nem de chamar a parteira e meu pai, coitado, acostumado a extrair dentes, foi forçado pelas circunstâncias a extrair um pequenino ser do ventre de sua querida esposa.  &lt;br /&gt;   E foi assim, por uma fração de alguns dias, que deixei de ser pernambucano. Mas Recife tornou-se uma referência em minha vida e, vez por outra, mato as saudades de minha quase terra natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-3265064743981888623?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/3265064743981888623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=3265064743981888623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/3265064743981888623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/3265064743981888623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2010/09/reminiscencias-quase-pernambucanas.html' title='Reminiscências quase pernambucanas'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-2636541449908610857</id><published>2010-06-08T19:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T19:24:03.923-07:00</updated><title type='text'>ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI</title><content type='html'>Recentemente estive com minha esposa na linda estância hidromineral de Lambari. Cidade pequena cercada de montanhas verdes que ainda ostenta resquícios de um passado de fausto representado, principalmente, pelo belo e imponente prédio que seria um cassino, edificado às margens do Lago Guanabara, construídos graças ao espírito incrivelmente empreendedor de seu primeiro prefeito, o engenheiro Américo Werneck. Nomeado em 1909 pelo então presidente de Minas Wenceslau Braz para governar o recém emancipado município de Águas Virtuosas, Werneck , que já fora prefeito de Belo Horizonte, ambicionava transformá-lo numa versão brasileira da então famosa estância hidromineral, Águas de Vick, localizada na França, recebendo do governo mineiro imenso suporte financeiro para o ousado empreendimento.&lt;br /&gt;     Além do lago onde foi colocado até uma gôndola importada de Veneza, o lindo e imponente prédio onde Werneck planejava instalar um cassino foi construído com requintes e, evidentemente, gastos até então inimagináveis para uma pequena cidade do interior de Minas. Para se ter uma idéia da grandiosidade do empreendimento, basta esclarecer que todos os materiais de construção foram importados da Europa e da Ásia. Assim, a madeira era o famoso pinho de Riga, vindo da Rússia; as telhas eram francesas; os azulejos e peças sanitárias vieram de Portugal e Inglaterra e, até mesmo os tijolos, cimento pedras, pisos e forros provieram de vários países asiáticos. &lt;br /&gt;   A inauguração do cassino, em 1912, correspondeu a uma festa das Mil e Uma Noite, com champanhe e vinhos franceses jorrando à vontade, bufê caríssimo, casacas, cartolas e vestidos longos circulando pelos salões ricamente ornamentados, graças à presença de centenas de ilustres convidados vindos, principalmente, do Rio de Janeiro, sem contar as do Presidente da República, Hermes da Fonseca e do Presidente de Minas Gerais, Júlio Bueno Brandão. Do lado de fora, a população interiorana da pequena cidade assistia embasbacada a movimentação inusitada.   Américo Werneck, o anfitrião, circulava orgulhoso com sua criação, ainda mais quando os fogos de artifícios, a gôndola ricamente ornamentada e o belíssimo farol arrancavam gritos de admiração do público. &lt;br /&gt;    Talvez o único convidado que não acompanhou a euforia reinante no ambiente foi o governador de Minas. Retornando a Belo Horizonte, o austero Júlio Bueno Brandão chamou ao palácio o advogado Antonio Pimentel Júnior e, segundo a memória familiar, visivelmente preocupado, teria dito as seguintes palavras.: “Vou ter que demitir o Werneck da Prefeitura de Águas Virtuosas, pois nesse ritmo ele não vai quebrar apenas seu município, mas Minas Gerais, e até mesmo o Brasil” . E de fato, demitiu Américo Werneck nomeando para seu lugar o Doutor Pimentel com a recomendação de economizar o máximo e enxugar as finanças do município. &lt;br /&gt;     Em Lambari, eu e minha esposa, percorremos a pé as ruas do centro da cidade e ao lado direito de sua imponente igreja matriz, vejo a placa indicativa do nome de uma pequena rua de ladeira íngreme, “Rua Doutor Antonio Pimentel Júnior”. Aproveitei para tirar uma foto junto à placa, esclarecendo aos leitores que o homenageado com o nome da rua foi meu avô materno, o prefeito que substituiu Américo Werneck e que governou a cidade durante vários anos na segunda década do século passado. Meus contatos com ele distam há mais de sessenta anos, mas guardo nos escaninhos de minhas recordações, seu olhar de bondade, sua paciência com os netos e até mesmo resquícios de sua voz. &lt;br /&gt;       Bem, para terminar essas digressões, o tal cassino nunca chegou a funcionar e embora tenha um repositório riquíssimo de águas minerais, o município de Águas Virtuosas nunca chegou a ser considerada uma Vick  sul-americana, tendo mudado seu nome para Lambari, vocábulo que significa peixe pequeno, em 1930. &lt;br /&gt;      Américo Werneck, o homem que sonhou alto, deixou para a posteridade uma cidade belíssima, embora mal cuidada atualmente, e sua marca de visionário ousado.  Mas o que seria do mundo sem a ousadia dos visionários?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-2636541449908610857?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/2636541449908610857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=2636541449908610857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2636541449908610857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2636541449908610857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2010/06/aguas-virtuosas-de-lambari.html' title='ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-6117298570856514105</id><published>2010-02-03T19:13:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T19:16:08.274-08:00</updated><title type='text'>AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR. NUNCA SAI</title><content type='html'>Em recente entrevista dada à Folha de São Paulo o cineasta português Manuel de Oliveira que já completou 101 anos de idade, afirmou que a grande frustração de quem atinge uma idade tão avançada é não ter mais amigos de longa data. De fato, durante a trajetória de nossa vida, vamos angariando e perdendo amigos e para aqueles privilegiados que conseguem atingir uma idade tão avançada em pleno gozo de suas faculdades, como é o caso de Manuel de Oliveira e Oscar Niemeyer, fica um imenso vazio de não ter mais com quem conversar sobre os tempos azuis da adolescência e juventude.  E é tão bom recordar o passado com pessoas que conviveram conosco, que fizeram parte de nossa vida, que testemunharam acontecimentos marcantes agora tão longínquos. &lt;br /&gt;  Não me considero um saudosista, mas gosto de resgatar dos porões da memória passagens de minha vida e, sem dúvida, com um sabor todo especial quando partilhamos essas passagens com pessoas que também as testemunharam. Faço estas considerações quando reencontro em São Paulo um amigo com quem tive uma fraterna convivência nos meus tempos de juventude, mais ou menos, há uns 50 anos atrás. Na verdade, não consegui de imediato correlacionar aquele senhor de bigodes e cabelos esbranquiçados com o adolescente  de faces rosadas e aparência juvenil. Dois retratos  de duas épocas distantes fixaram comparativamente em minha mente. O jovem e brilhante estudante que foi aprovado em um dos primeiros lugares no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o famoso ITA, e o atual professor universitário de uma das melhores faculdades paulistas.&lt;br /&gt;Já com o desenrolar da conversa e as recordações aflorando,  as nossas aparências da atualidade já pouco importam, pois a alma não envelhece e antigas recordações povoam nossas mentes resgatando um passado prenhe de acontecimentos, alguns ligados ao ardor da juventude nos embates da fervilhante política estudantil da época.  &lt;br /&gt;   Simão Copeliovitch é o nome de meu antigo e recente amigo. Sobrenome complicado em uma pessoa simples e afável. Como é bom reencontrar verdadeiros amigos, pois como diz um dos grandes poetas de nosso cancioneiro popular, amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito. Nunca sai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-6117298570856514105?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/6117298570856514105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=6117298570856514105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/6117298570856514105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/6117298570856514105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2010/02/amigo-e-coisa-pra-se-guardar-nunca-sai.html' title='AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR. NUNCA SAI'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-8447654894421177107</id><published>2009-10-29T19:06:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T19:21:02.966-07:00</updated><title type='text'>VILA ISABEL</title><content type='html'>Noel Rosa, uma das maiores expressões poéticas da nossa música popular, amava e exaltava em suas composições o bairro carioca onde nasceu e foi criado, Vila Isabel. De fato, desde os tempos de Noel o bairro era um dos mais tranquilos da cidade maravilhosa, onde a população do asfalto vivia em plena harmonia com os habitantes do morro. Tanto era verdade que o poeta da Vila dizia em uma de suas mais conhecidas obras: “ Lá em Vila Isabel quem é bacharel não tem medo de bamba".   &lt;br /&gt;Se Deus ao fazer o mundo privilegiou  um local onde  a natureza oferecesse o que há de mais belo, esse local é o Rio de Janeiro. No entanto, o Diabo, sempre procurando macular as obras divinas, também fez das suas e resolveu introduzir na cidade uma horda de distribuidores da hóstia de Satanás, ou seja, as drogas e seus componentes trágicos, como as guerras de facções, os assaltos, a marginalidade. &lt;br /&gt; O bairro de Noel Rosa, local até então prazeroso para se viver, bairro agradável,  bem localizado e próximo ao centro, bairro de casas antigas, bairro boêmio e orgulho de seus habitantes, recentemente, passou a ocupar o noticiário como o centro de uma guerra entre facções criminosas em que até um helicóptero da polícia é derrubado por armas de alto calibre. &lt;br /&gt;Ainda bem que Noel há muito não está entre nós para ver a transformação que as forças do mal fizeram em seu recanto poético. Ele já não teria argumentos para defender seu bairro como o fez ao dizer que “a Vila não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz samba também.” Atualmente, o que a Vila está mostrando não é samba, como mostrava também em passado mais recente o nosso querido Martinho, mas uma série de acontecimentos que envergonha a todos que amam não apenas aquele bairro , mas a própria Cidade Maravilhosa.&lt;br /&gt;  O Rio de Janeiro é a capital cultural do Brasil e seu cartão postal. Tudo o que acontece no Rio, seja para o bem ou para o mal, repercute muito mais do que em qualquer outra cidade. Recentemente o povo brasileiro saiu às ruas para comemorar a mais importante vitória esportiva que uma cidade pode ter, que é sediar os Jogos Olímpicos. Só espero que os lamentáveis acontecimentos sirvam de advertência às autoridades, pois para realizar um evento da grandeza de uma Olimpíada não basta construir estádios e alojamentos, é imprescindível que a guerra contra a marginalidade também esteja ganha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-8447654894421177107?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/8447654894421177107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=8447654894421177107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/8447654894421177107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/8447654894421177107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2009/10/vila-isabel.html' title='VILA ISABEL'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-8589216009984312987</id><published>2009-04-06T18:43:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T18:44:24.510-07:00</updated><title type='text'>DANNY HOFFEMBERG – UM PEQUENO HERÓI</title><content type='html'>Danniel Hoffemberg, ou Danny, como é chamado por todos, sejam familiares, vizinhos ou colegas de escola, é um menino de dez anos que reside em Denver, capital do Estado do Colorado nos Estados Unidos. Brasileirinho por parte de mãe e norte-americano pelo lado paterno e por nascimento, Dany é uma criança alegre, esperta, muito inteligente, destacando-se por seu conhecimento e criatividade em vários projetos e matérias na escola onde estuda. Adora praticar esportes, principalmente o nosso futebol, que é também chamado de “soccer” nas plagas da América do Norte. .&lt;br /&gt;      Seu pai, Edward, é um médico norte-americano que, ao participar de um congresso no Rio de Janeiro, apaixonou-se por Analice, também médica, e poucos meses depois estavam casados e a doce morena carioca mudava-se para o grande país do norte. O nascimento de Dany coroou a felicidade do casal, mas, logo adveio um contratempo inesperado. Danny nascera com uma grande deficiência cardíaca e apenas um transplante de coração, assim mesmo com a máxima urgência, poderia evitar sua morte tão prematura.&lt;br /&gt;          A espera de que surgisse um doador fora das mais angustiantes, mas, o pequeno Danny foi salvo pelo gongo, pois quando seu tempo se esgotava, eis que surge o coração salvador e aos três meses o nosso pequeno herói submeteu-se ao transplante cardíaco, na verdade, uma cirurgia complicada principalmente porque se tratava de um bebê.  Mas Dany não só sobreviveu, como superou os problemas de rejeição e foi crescendo e surpreendendo pela sua privilegiada inteligência e vontade de viver.&lt;br /&gt;         No fim do ano passado, já com dez anos, os problemas de rejeição do órgão transplantado puseram novamente em sério risco sua vida. Cirurgias foram feitas, “stents” foram implantados objetivando melhorar sua circulação já em colapso, e novamente o pequeno Danny entrava na angustiante fila dos que aguardam pela doação de órgão, com a sua breve vida por um fio. Rezas e imensas preocupações de seus pais, amigos e parentes, inclusive nós, seus primos aqui de Ouro Fino, torcendo para que um novo coração salvasse a vida do nosso pequeno Danny. Em fevereiro último, graças a Deus, surgiu um órgão compatível e Dany foi submetido a um reimplante de coração com sucesso e atualmente está praticamente recuperado.&lt;br /&gt;      Retornando à vida normal, resolveu dedicar-se a um trabalho de pesquisa sobre doação de órgãos, entrevistando mais de cem pessoas, objetivando, principalmente, criar uma consciência mais receptiva a doação de órgãos. A pesquisa do pequeno Danny despertou grande interesse da mídia norte-americana e ele está se tornando famoso, tendo sido entrevistado por um importante canal de televisão do Colorado, sendo também notícia em jornais locais.&lt;br /&gt;      No Brasil o problema das filas de espera por transplantes de órgãos, creio que é ainda mais angustiante do que nos Estados Unidos. O exemplo de Danny, uma criança que teve a sorte de ter uma segunda chance de continuar vivendo, e que foi à luta procurando sensibilizar um maior número de pessoas a se tornarem doadores de órgãos, deve ser seguido e divulgado ao máximo, para que a esperança da um número maior de pessoas que necessitam de um transplante não morra numa angustiante fila de espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-8589216009984312987?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/8589216009984312987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=8589216009984312987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/8589216009984312987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/8589216009984312987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2009/04/danny-hoffemberg-um-pequeno-heroi.html' title='DANNY HOFFEMBERG – UM PEQUENO HERÓI'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-1448583540255822618</id><published>2009-03-03T06:28:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T06:29:59.039-08:00</updated><title type='text'>UMA TRAGÉDIA FAMILIAR</title><content type='html'>Creio que todas as pessoas ligadas por laços de parentesco possuem seus segredos, seus mistérios, seus acontecimentos alegres ou tristes que permanecem através dos anos cristalizados numa espécie de memória coletiva familiar. Vou relatar um desses acontecimentos, aliás, dos mais trágicos, que envolveu alguns de meus ascendentes e familiares e que, embora tenha ocorrido há quase um século, vez por outra é resgatado nos escaninhos de nossa memória.&lt;br /&gt;     Era um dia do mês de dezembro de 1912 e o Doutor Antonio Pimentel Júnior, meu avô, estava há poucos meses à frente da prefeitura da cidade de Lambari, naqueles tempos remotos denominada Águas Virtuosas de Lambari.  Fora nomeado por Júlio Bueno Brandão, então Governador de Minas, tio de sua esposa, minha saudosa avó Maria Ignácia. &lt;br /&gt;          Francisco Ribeiro da Fonseca, meu bisavô, um dos cidadãos mais eminentes de Ouro Fino na época, sogro de meu avô, juntamente com sua esposa Júlia, minha bisavó, foi passar uns tempos na referida cidade, procurando a cura em suas águas virtuosas para uma estranha e renitente enfermidade. No entanto, ao revés da cura, seu estado de saúde complicava-se dia-a-dia e, na data e hora do acontecimento trágico que vou relatar, meu bisavô passava mal e um médico fora chamado às pressas para atendê-lo.&lt;br /&gt;       De repente, as pessoas que se encontravam no quarto do enfermo ouviram um estrondo dentro da casa, semelhante a um disparo de arma de fogo e correram em direção à sala.  O quadro que se apresentou foi terrível. José, uma criança de apenas oito anos, filho de meus avós, jazia com a cabeça caída sobre a mesa, com as folhas do caderno em que desenhava salpicada de vermelho e de seu ouvido, que parecia uma flor, segundo o relato de sua mãe, minha avó Maria Ignácia, esguichava grande quantidade de sangue. Junto a José, um outro menino de apenas dez anos, com uma das mãos tentava aplacar o líquido rubro e com a outra empunhava um revólver.   O médico que estava na casa e que chegou imediatamente, abraçou minha avó, apenas para dizer que nada mais podia ser feito.&lt;br /&gt;     Meu bisavô, Francisco Ribeiro da Fonseca, morreu alguns dias depois do acontecimento. O menino que fizera o disparo, um vizinho e filho do delegado de polícia, alegou que apenas queria brincar e que pensava que a arma que encontrara embaixo de um colchão num dos quartos da casa estava descarregada. Minha avó, após este acontecimento, nunca mais tirou o luto e envelheceu aos trinta e sete anos. E o pequeno José, que morreu sem saber o porquê, foi enterrado em Lambari e, posteriormente, seus restos mortais junto com os de seu avô Francisco Ribeiro da Fonseca foram trasladados para o cemitério de Ouro Fino.&lt;br /&gt;     Bem, leitores, ao narrar essa tragédia, aproveito também para formular a seguinte consideração: se não houvesse a tal arma em casa eu não estaria escrevendo sobre este tema e, sem dúvida, meu tio José teria tido uma vida, talvez longa e feliz, e minha querida e sempre lembrada avó também não teria envelhecido tão cedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-1448583540255822618?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/1448583540255822618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=1448583540255822618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/1448583540255822618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/1448583540255822618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2009/03/uma-tragedia-familiar.html' title='UMA TRAGÉDIA FAMILIAR'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-2015727057983120173</id><published>2008-12-27T13:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T13:50:02.383-08:00</updated><title type='text'>ZIZINHO E PELÉ</title><content type='html'>A ascensão de um mulato e ainda por cima com nome de muçulmano ao cargo de presidente da nação mais poderosa do mundo seria inimaginável até há alguns anos atrás. No entanto, não é desse afro-descendente que vou tratar nesta crônica, pois Barack Obama está tão badalado na mídia do planeta que um acréscimo nesta modesta coluna, creio, em nada enriqueceria ao que já foi dito. Prefiro escrever sobre dois outros negros que brilharam, e muito, no chamado esporte das multidões.  &lt;br /&gt;      Era o dia 16 de julho de 1950 e em todos os rádios as vozes vibrantes dos locutores esportivos levavam o imaginário do povo brasileiro ao recém inaugurado maior estádio do mundo. As ruas do Brasil mostravam-se desertas e apenas a sonoridade do rádio, na voz de Jorge Curi, Oduvaldo Cozzi, Antonio Cordeiro e outros ases da narração esportiva da época iam detalhando o que ocorria no Maracanã. E o Brasil futebolístico desmoronava na partida final, onde a garra de um Obdúlio Varela superava a técnica de um  Zizinho.  E aquele que seria considerado o Rei do Futebol e o craque do século, um menino de dez anos, ao lado do velho rádio também sofria com o passar do tempo, mas esperava que seu grande ídolo, com uma jogada genial desse ao Brasil a tão sonhada Copa. Mas Zizinho não fez o gol salvador e o Brasil inteiro chorou.&lt;br /&gt;     O tempo passa e o menino Pelé, envergando a camisa do Santos, já aos dezessete anos começa a despontar como a grande promessa da geração vingadora. O ano era o de 1957 e o Estádio do Pacaembu lotado aguardava o início do clássico São Paulo e Santos. Pelé procura se aquecer batendo bola e ao seu lado, também envergando a camisa do Santos, um dos remanescentes da seleção de 1950, Jair da Rosa Pinto.  Mas a atenção do craque adolescente fixava naquele mulato falante do time adversário, aquele velho jogador de 36 anos contratado recentemente pelo São Paulo, Zizinho, seu grande ídolo dos tempos infantis e agora seu companheiro do mesmo gramado.  &lt;br /&gt;      Começa o jogo, Zizinho faz de tudo, dá instruções aos demais jogadores,  corre como um garoto, passa a bola  e dribla  com facilidade. Mas Pelé também não fica atrás, pois sua genialidade já despontava avassaladora. Dois craques fabulosos em campo, um quase no final de carreira e outro no limiar de uma trajetória esportiva insuperável até os dias atuais.&lt;br /&gt;      Sem desmerecer o excelente plantel do São Paulo daquele ano, mas Zizinho só não fez chover e foi apontado como o principal artífice da conquista do campeonato paulista  de 1957. Era o canto do cisne em grande estilo.  O Santos foi vice-campeão naquele ano, mas Pelé, no ano seguinte na Copa da Suécia, iria assombrar o mundo com atuações espetaculares que ficariam perpetuamente cristalizadas na memória dos amantes do futebol.   E no dia 29 de junho de 1958, em outra final de Copa do Mundo, o Brasil inteiro chorou novamente, mas lágrimas que extravasavam uma imensa alegria. Da primeira vez ninguém se esquece e o Brasil de Pelé conquistava sua primeira Copa. Dessa vez, Zizinho é quem  ficou junto ao rádio torcendo e vibrando pelo seu jovem sucessor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-2015727057983120173?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/2015727057983120173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=2015727057983120173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2015727057983120173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2015727057983120173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/12/zizinho-e-pel.html' title='ZIZINHO E PELÉ'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-7656944520449710521</id><published>2008-09-18T21:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T21:24:15.610-07:00</updated><title type='text'>NÃO É TÃO FÁCIL COMO FECHAR UMA PARKER 51</title><content type='html'>O ato de escrever, como quase todas as práticas que o ser humano conquistou em seu incessante processo evolutivo-cultural, também acompanhou e acompanha o desenvolvimento tecnológico da humanidade. A utilização de pedras, o bico de pena de várias aves, os bastões, o lápis, a pena de metal, canetas tinteiro e esferográfica, as máquinas de escrever manuais e elétricas, o computador e outros apetrechos destinados à grafia, através dos tempos, dão a tônica dessa eterna procura da praticidade em face de um ato tão antigo e tão imprescindível. Me vejo (desculpem-me os puristas da língua) impelido a escrever sobre o tema, em parte por falta de assunto neste momento, em parte porque tenho em minha frente meu “note-book” (bem que eu gostaria de encontrar uma palavra em português que o substituísse, mas qual?) no exato momento em que vejo uma infinidade de nuvens bem abaixo de mim, um céu incrivelmente azul que se perde na linha do horizonte e o comandante informando que estamos voando a 11.500 metros de altitude. De fato, creio ser esta a primeira vez que ouso rascunhar uma pequena crônica, se é que posso assim chamar estas linhas, nas alturas em que me encontro, literalmente.&lt;br /&gt;Vou dedilhando estas teclas silenciosas, minhas companheiras e instrumentos de trabalho nos últimos anos e minha mente vai se povoando de antigas recordações e de práticas que a tecnologia me fez abdicar. Vejo-me de calças curtas, suspensório de couro, lâmina de barbear marca Gilette fazendo ponta no lápis John Fáber número 2, meu primeiro instrumento de escrever. O segundo, na verdade, eu detestava, mas minha professora da segunda série do primário, Dona Cecília, insistia que deveríamos aprender a escrever manuseando uma caneta de madeira com uma grande pena metálica, que introduzíamos num pequeno vidro de tinta colocado num buraco que havia nas carteiras escolares daqueles tempos. Assim, além de levar para a escola a tal caneta, eu ainda tinha que transportar o vidro de tinta e um mata-borrão. O pior, minhas unhas e dedos ficavam invariavelmente impregnados de azul. Posteriormente, a ato de escrever ficou bem mais fácil, quando ganhei um dos meus acalentados desejos de consumo, uma caneta tinteiro. Ainda não era a caneta dos meus sonhos, a famosa Parker 51, objeto precioso que eu só via nas propagandas das revistas Cruzeiro e Seleções, mas, de qualquer maneira, uma canetinha bem popular nos meios escolares de então, a Sterbook, com sua pena rosqueada e removível. Depois, as máquinas de escrever invadiram meu cotidiano gráfico e passaram a disputar com as canetas-tinteiro e as esferográficas a prática do ato que mais iria caracterizar minha vida profissional – o escrever. A IBM elétrica, modelo 72, com suas esferas removíveis e corretores e que há uns trinta anos me acompanha (Que máquina boa!), atualmente parece estar um tanto triste e enciumada com sua quase nenhuma utilização, principalmente depois da invasão dos computadores.&lt;br /&gt;Agora, as nuvens no horizonte estão parecidas com milhares de carneirinhos brancos e no momento em que eu fazia algumas projeções futuristas sobre o milenar ato de escrever, a voz um tanto monótona da comissária determina que os aparelhos eletrônicos devem ser desligados, pois o avião está iniciando suas manobras de descida. Vou interromper esses escritos, que demandam algumas fases e alguns minutos, tais como, sair dos programas, desligar, fechar e guardar o “note book”. Não é tão fácil como fechar uma Parker 51.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-7656944520449710521?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/7656944520449710521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=7656944520449710521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/7656944520449710521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/7656944520449710521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/09/no-to-fcil-como-fechar-uma-parker-51.html' title='NÃO É TÃO FÁCIL COMO FECHAR UMA PARKER 51'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-4834551777028142416</id><published>2008-08-07T18:34:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T18:37:41.822-07:00</updated><title type='text'>BELEZA E VIOLÊNCIA</title><content type='html'>Se houver uma competição de beleza entre as cidades mais bonitas do mundo, não tenho dúvida de que o Rio de Janeiro seria a vencedora. No processo de criação, Deus caprichou ao esculpir as montanhas, o mar, as florestas, ilhas e tudo o mais que fosse necessário para torná-la a mais bela entre todas as cidades. Beleza é que não falta à Cidade Maravilhosa.  No entanto, o Diabo também resolveu fazer das suas e para atrapalhar aquela obra divina, introduziu na cidade bandos de seus seguidores com a específica tarefa de tornar violentos seus recantos que deveriam ser de contemplação e paz.&lt;br /&gt;    Recentemente concretizei com minha mulher um passeio acalentado desde os tempos da adolescência. Conhecemos Nova Iorque , cidade que muitos consideram a capital do mundo. Nos doze dias de nossa estada na Ilha de Manhattam, na verdade,  a parte da grande cidade onde tudo acontece, andamos muito a pé e, nessas caminhadas, também  procurei observar e  inteirar-me das condições de segurança da imensa metrópole. Os dois hotéis em que nos hospedamos, o primeiro na Rua 49 e o segundo na 56, situavam-se bem próximos ao principal “point” nova-iorquino, ou seja,  o famoso “Times Square”, onde o movimento constante  de milhares de transeuntes ocupa todas as horas do dia e da noite.  Entre as coisas que me impressionaram favoravelmente destacou-se exatamente o sistema de segurança da cidade. Pelo menos na parte central de Manhattam, em qualquer lugar a polícia está presente e assim as pessoas sentem-se seguras.&lt;br /&gt;     O centro do Rio de Janeiro, há alguns anos atrás era um local altamente perigoso, principalmente em razão da proliferação de  grupos de  menores “trombadinhas”  que à luz do dia atacavam as pessoas para a prática de furtos. Com a criação da Guarda Municipal, cuja presença mostra-se constante nos locais mais movimentados, esse tipo de delito praticamente desapareceu. Pelo menos pode-se afirmar que houve alguma melhoria no que concerne à segurança nesses locais, pois a exemplo de Nova Iorque a presença ostensiva do policiamento inibe os criminosos e dá às pessoas a sensação de segurança. No entanto, essa melhoria ainda é muito pequena, pois os crimes de maior potencialidade ofensiva, como os roubos em residências e os assaltos à mão armada continuam proliferando em todos os cantos da cidade. O somatório desses acontecimentos diários dão aos habitantes da Cidade Maravilhosa a sensação de que o Diabo está levando a melhor em sua tarefa de desmoralizar sua  beleza.  Nas janelas de muitos lares já se vê uma faixa com a inscrição “BASTA”, uma forma que a população está encontrando para protestar contra a violência.  No entanto, imprescindível que as autoridades, de fato, ouçam o protesto e encontrem uma solução que devolva aos cariocas e aos brasileiros o orgulho de possuírem, não apenas  a cidade mais bonita do mundo, mas a cidade onde a proteção do Cristo Redentor derrotou para todo e sempre Satanás e seus seguidores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-4834551777028142416?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/4834551777028142416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=4834551777028142416' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/4834551777028142416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/4834551777028142416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/08/beleza-e-violncia.html' title='BELEZA E VIOLÊNCIA'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-5010680313112034051</id><published>2008-05-30T12:17:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T12:24:16.240-07:00</updated><title type='text'>SÓ PARA DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES</title><content type='html'>Geraldo Vandré entoava os primeiros acordes de sua canção e o Maracanãzinho transformava-se numa só voz . Eram milhares as gargantas reprimidas que emocionadas soltavam seu brado de protesto nos acordes de “Pra não dizer que não falei de flores”. Não demorou muito para que a onda nascida num festival de música alcançasse as ruas do Rio de Janeiro e se cristalizasse nos movimentos de protesto que atingiria seu ponto culminante com a famosa marcha dos cem mil. Pela primeira vez, desde o golpe de 64 que a ditadura era desafiada abertamente por um grande movimento popular contestador. A resposta não demorou muito e lançou o país num dos piores atoleiros de sua história, ao rasgarem o que restava da combalida Constituição imposta no ano anterior. Foi a época da vigência do AI5 que trouxe em seu bojo os anos de chumbo, ou melhor dizendo, os anos das torturas, das prisões clandestinas, das execuções sumárias e outras mazelas próprias de um estado totalitário.&lt;br /&gt;Foi nesse contexto que num certo dia do início da década de 70, cheguei ao Quartel da Polícia do Exército no, Rio de Janeiro, local onde também funcionava uma das dependências do DOI-CODI, o mais temido órgão militar direcionado à repressão. Minha missão de advogado criminalista não me parecia das mais complicadas, pois ali comparecia para conversar com um cliente que se encontrava preso, porém por fatos que não tinham qualquer motivação política. Aguardei numa pequena sala junto à carceragem e enquanto esperava, fiz algumas observações que bem demonstravam o difícil momento em que vivíamos. O militar que me atendeu, um sargento louro de aspecto e nome que demonstrava sua origem germânica, tinha uma fita crepe cobrindo sua identificação. Lembro-me de ter vislumbrado pela janela basculante que dava para um pátio interno, vários presos encapuzados. Chegando o prisioneiro, sentamos num surrado sofá e durante a conversa notei que ele aparentava um certo nervosismo, até que me entregou um pequeno bilhete que escondia em suas vestes. Terminada a entrevista saí e ,já na rua, li o seu conteúdo . Era de um prisioneiro político pedindo que avisasse a sua família que estava preso naquele local e pedia que providenciasse um advogado.&lt;br /&gt;Telefonei para os familiares do tal prisioneiro e no dia seguinte retornei ao referido quartel com a incumbência de tentar avistar-me com o mencionado prisioneiro. Mas dessa vez minha missão já não foi tranqüila. De início a informação que eu obtinha era a de que não havia nenhum preso com o nome que eu declinara. Depois de várias insistências, em que eu exibia uma cópia do bilhete e invocava preceitos legais relativos às prerrogativas do advogado, fui levado à presença de um oficial que quase aos berros proferiu mais ou menos essas palavras: “Este negócio de constituição, de lei, pode até funcionar daquela porta pra fora. Aqui dentro é Exército e se você não sair daqui agora, vai fazer companhia ao seu cliente. E vá se queixar ao Papa.” Saí, mas não fui me queixar ao Papa e sim ao Juízo competente, no caso, a Auditoria do Exército. Não adiantou muito em relação à minha pretensão de avistar-me com o referido prisioneiro, pois o Poder Judiciário, principalmente o militar, muitas vezes, era até conivente com os desmandos que se praticavam naqueles tempos. No entanto, pelo menos, o nome do prisioneiro passou a constar na relação dos que se encontravam naquela dependência militar, o que já significava muito, num tempo de barbárie em que era comum presos desaparecerem ou “suicidarem”.&lt;br /&gt;Apesar das crises, como a que estamos vivenciando no atual momento, é bem melhor viver num estado de direito e poder dizer o que se pensa, como faço agora. A crônica de hoje é “Só para dizer que não falei das flores.”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-5010680313112034051?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/5010680313112034051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=5010680313112034051' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/5010680313112034051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/5010680313112034051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/05/s-para-dizer-que-no-falei-de-flores.html' title='SÓ PARA DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-8996859148390175812</id><published>2008-05-18T19:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T19:25:57.739-07:00</updated><title type='text'>UM TERRAÇO ENCANTADO</title><content type='html'>O lugar era um terraço encantado, melhor dizendo, a cobertura de um apartamento na Avenida Bartolomeu Mitre, bairro do Leblon, Cidade Maravilhosa. Anos dourados, quase no final da década de cinqüenta, rapazes e moças, muito gim com água tônica, violões, cantorias a valer.  Às vezes, a noitada terminava na praia vendo o sol nascer, num tempo em que ainda se podia fazer tais programas.&lt;br /&gt;  Vera, a colega de faculdade que nos brindava com seu terraço encantado, tinha um sorriso triste e carregava a frustração de ter sido aprovada no concurso que lhe abriria a porta para sua vocação, a diplomacia, mas, barrada num incompreensível teste psicológico.  Eu não diria que era uma moça feia, mas estava longe, muito longe de ser considerada bonita. Nessa época teria uns vinte e cinco anos, um tanto alta para os padrões femininos, corpo atlético em contraste com a doçura de seus gestos e de sua voz.&lt;br /&gt; Tornamo-nos amigos e passei a freqüentar sua casa, ou melhor, seu terraço, mesmo fora das reuniões noturnas. A desculpa era o estudo, mas acabávamos invariavelmente curtindo Aznavour ainda no início de carreira regado a muito gim-tônico.&lt;br /&gt;  Madalena, sua mãe rica e viúva, não escondia sua preocupação com as libações alcoólicas da filha única, e procurava nos freqüentadores mais assíduos do “Chez Nous”, o nome que batizamos o terraço, algum cúmplice na tentativa de afastá-la do copo. Esforço inútil, pois além do cigarro, sua marca registrada era o copo de gim-tônico, quase uma extensão de sua mão direita.&lt;br /&gt;  E as músicas? Além do indefectível Charles Aznavour, em nossas reuniões curtíamos Piaff, além das brasileiríssimas Dolores Duran e Elizete Cardoso. Nas cantorias, tal qual em inúmeros outros apartamentos da Zona Sul carioca, predominavam os acordes sincopados da Bossa Nova, ainda em seus primórdios. Lembro-me bem de um jovem diplomata, amigo de nossa anfitriã, que dedilhava com maestria uma canção de sua lavra que se tornaria uma espécie de hino para os jovens freqüentadores do terraço. Tanto a música como a letra ficaram impregnadas nos porões de minha memória, mesmo passados quase cinqüenta anos: “Chez nous, nous irons toujours/ veio a lua no telhado/ mas o único embaraço / é saber como sair..../ Bebendo gim, batendo papo/ Madalena lá em baixo dando bronca/ Nous irons  toujours...”&lt;br /&gt;  Bem, para encurtar a conversa, mesmo porque coluna de jornal tem tamanho programado, o passar impiedoso do tempo, carrasco implacável das ilusões da juventude encarregou-se de desfazer a turma e cada um tomou seu destino. Nunca mais vi minha triste amiga Vera, mas tomei conhecimento de sua existência posterior através da imprensa. A primeira vez, pela televisão quando focalizaram um mulher magérrima, desfigurada pelo uso excessivo de drogas, equilibrando-se no beiral de um edifício em Ipanema, pronta para o salto mortal. Foi salva pelos bombeiros e encaminhada a uma clínica psiquiátrica. E a segunda vez, bem mais recente, nos anúncios fúnebres do jornal, “ O Globo”, em que sua mãe, convidava  parentes e amigos para a missa de 7º dia. Compareci à Igreja de Santa Mônica, mas poucas pessoas lá estavam e, dos freqüentadores do terraço, apenas uma de nome Maria Helena, amiga até os últimos dias de minha antiga amiga. Madalena lá estava, ainda rija, apesar dos seus oitenta e tantos anos, mas imensamente triste e frustrada com a morte da filha. Vera contraíra um câncer galopante, justamente quando a vida lhe parecia mais prazerosa, pois livrara-se do alcoolismo e da dependência das drogas e trabalhava com  dedicação no conhecido estabelecimento de ensino de sua família .&lt;br /&gt;  Saí da igreja conversando com Maria Helena e não deixamos de recordar aqueles tempos da juventude e mesmo cantar baixinho: “Chez nous, nous irons toujours...” .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-8996859148390175812?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/8996859148390175812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=8996859148390175812' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/8996859148390175812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/8996859148390175812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/05/um-terrao-encantado.html' title='UM TERRAÇO ENCANTADO'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-6861978450931659249</id><published>2008-05-14T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T16:04:02.696-07:00</updated><title type='text'>Guido Rocha</title><content type='html'>Guido Rocha&lt;br /&gt;Ainda hoje, tantos anos passados, meus pensamentos e devaneios, vez por outra,  ainda viajam para os anos azuis da adolescência. Refúgio de todas as férias, me vejo na  Belo Horizonte, anos cinqüenta, junto ao fogão de lenha da casa de minha avó e ainda me bate a   saudade  daquele aroma indefinível de casa antiga. Na rua pavimentada a profusão de crianças, bicicletas, patins e, de repente, a menina loura e bonita sorriu ao passar e notei que seus olhos eram azuis. Naquele dia tão distante que hoje me chega embuçado de lembranças juvenis, um cupido de plantão acertou-me sua primeira flechada. Da primeira namorada ninguém se esquece.&lt;br /&gt;E os amigos? Jovens, imberbes, impetuosos, donos de um mundo que não existia e entre eles um quase filósofo, teórico de uma sociedade perfeita, sem competição entre as classes sociais. Guido de Souza Rocha, amigo que assumiu seu comunismo sem medo, sem preconceito. Artista plástico dos melhores,foi aluno de Guinard.  O amigo   sociólogo idealista das Ligas Camponesas que nos tristes tempos da ditadura bateu minha porta em busca de refúgio. O amigo que foi preso, torturado, que se asilou no Chile de Allende, que foi novamente preso, que viveu na Suíça, que voltando ao Brasil  mostrou  seus  cristos torturados, seus  cristos inconformados,  seus cristos que protestavam contra a injustiça social, contra o arbítrio , seus cristos que lutavam para sair da cruz e defender os oprimidos.&lt;br /&gt;Pois é, meu amigo Guido Rocha já não está entre nós. Foi se juntar a outros amigos que o passar do tempo inclemente vai aos poucos excluindo de nossa convivência. Talvez, com sua imensa criatividade, esteja esculpindo outros cristos, em outra galáxia, em outra esfera onde as injustiças sociais não existam e os homens sejam de fato irmãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-6861978450931659249?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/6861978450931659249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=6861978450931659249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/6861978450931659249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/6861978450931659249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/05/guido-rocha.html' title='Guido Rocha'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-3505248703014727391</id><published>2008-03-08T19:27:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T19:48:35.228-08:00</updated><title type='text'>UM FENÔMENO CHAMADO ZIZINHO</title><content type='html'>No trajeto diário para o colégio, eu passava em frente ao monumental estádio ainda em construção. O local era meu velho conhecido, pois alguns anos atrás minha antiga casa ficava a poucos metros de uma pequena arquibancada em ruínas que já abrigara os aficionados das corridas de cavalo. Era o local onde funcionara o antigo Derby Club que se preparava para abrigar o maior estádio do mundo, o Maracanã. O ano era o de 1949 e eu, um garoto de catorze anos, subia pela primeira vez a rampa do grande estádio em construção. O verde do gramado resplandecia e sua forma arredondada ficou eternamente gravada em minha memória. Uma fotografia imaginária, que eu constantemente resgato dos porões de minhas lembranças..&lt;br /&gt;Depois, o estádio deixou de ser novidade e progressivamente entrou para minha rotina de torcedor. O velho São Januário, que antes parecia imenso ao meu olhar adolescente, encolheu envergonhado ante a imensidão de seu novo rival. E naquele gramado redondo, nos primeiros anos de sua trajetória de maior do mundo, brilhava a estrela de um grande artista da bola envergando a camisa rubro-negra. O maior craque daquela época, o ídolo de todos os amantes do futebol arte e até de Pelé, que se espelhou em seu primoroso futebol. Seu nome de batismo e registro era Tomaz Soares da Silva, mas no futebol, um fenômeno chamado Zizinho.&lt;br /&gt;Era um mulato de estatura mediana, cabelos pretos anelados e brilhosos, fluente no falar, ágil em seus dribles milimétricos, preciso ao passar a bola e, como se não bastasse, um artilheiro com grande pontaria. Inteligente, possuía uma visão de jogo incrível e constantemente, através de uma precisão inimaginável ao passar a bola, deixava seus companheiros na cara do gol. Eu sempre fui um amante do futebol e, ainda não descobri o porquê, torcedor do América, um mistério indecifrável. Além de acompanhar meu time nos principais jogos, ia constantemente ao Maracanã, especialmente para ver a atuação de alguns jogadores de grande qualidade técnica, entre os quais reinava o futebol arte de Zizinho.&lt;br /&gt;Em relação aos grandes craques que atuaram num passado um pouco mais recente, tais como Pelé, Garrincha, Zico, Maradona, Sócrates , entre outros, é muito fácil fazer-se uma avaliação de suas qualidades e até mesmo compará-los com outros jogadores, pois há inúmeros registros em filmagens. No entanto, já não acontece o mesmo com aqueles que pertenceram a gerações mais distantes, pois nada, ou quase nada sobrou em imagens que refletissem a grandeza do futebol que praticaram. Assim, as jogadas geniais de Zizinho, bem como as arrancadas fulminantes em direção ao gol do grande Ademir Menezes, ficaram arquivadas apenas nas lembranças dos mais velhos, tal qual a primeira impressão do gramado verde do Maracanã ficou em minha memória. De vez em quanto, como bom saudosista, vou ao arquivo de minhas antigas recordações para retornar ao Maracanã daqueles tempos e, misturando-me aos cento e tantos mil torcedores , aplaudir em meus devaneios as incríveis jogadas de Zizinho. Mas que saudade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-3505248703014727391?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/3505248703014727391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=3505248703014727391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/3505248703014727391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/3505248703014727391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/03/um-fenmeno-chamado-zizinho.html' title='UM FENÔMENO CHAMADO ZIZINHO'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-3916923942238302228</id><published>2008-03-06T17:09:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T17:14:35.421-08:00</updated><title type='text'>Reminiscências belorizontinas 3</title><content type='html'>Quero ressaltar dois aspectos ligados a Belo Horizonte de minha infância . O primeiro prende-se a viagem que , pelo menos , duas vezes ao ano fazíamos à capital mineira. Morávamos no Rio de Janeiro e , principalmente nos períodos de férias escolares , lá íamos nós , mamãe e a filharada enfrentar a longa viagem de trem. Não sei porque , mas eu era uma criança que tinha uma atração muito especial pelas trens que desbravavam  o Brasil e o mundo , sendo o principal meio de transporte na primeira metade do século passado. As grandes locomotivas , sejam elas as antigas “Maria Fumaça”, ou já no final da década de quarenta , as imponentes “General Electric”, movidas alternativamente a eletricidade ou óleo diesel , mexiam com minha sensibilidade de  menino curioso . Em contraste com alguns membros de minha família, que detestavam a viagem,  principalmente minha irmã Carmen Sylvia que enjoava o tempo inteiro, eu curtia prazerosamente todo o seu transcurso. Conhecia todas as paradas do trajeto , adorava a hora de ir ao restaurante, puxava conversa com outros passageiros, apreciava até a voz monótona e cadenciada do chefe do trem , quando percorria todos os vagões para anunciar  a estação que se   avizinhava : “Juiiiz de Fooora”, “Barrrbacena”.&lt;br /&gt;     O outro , era a casa e a presença marcante em meus tempos de criança de meu tio João Lúcio . Um dos escritores mineiros  mais conhecidos daquela época , casado com uma das irmãs de minha avó materna , a minha sempre querida e nunca esquecida Tia Luíza , o ouro-finense João Lúcio Brandão tinha uma característica pessoal que o tornava extremamente querido por mim . Ele brincava, conversava, mostrava gravuras, lia textos infantis, enfim dava atenção a todas as crianças que freqüentavam sua casa.&lt;br /&gt;     Morava numa residência imponente no bairro  Funcionários, ainda hoje existente,  embora bastante modificada em sua estrutura e aspecto original . Era uma casa  de dois pavimentos , centrada em um grande terreno , pois se alastrava por mais da metade dos quarteirões que a circundavam.  Em seu quintal havia espaço para horta , galinheiro,  um caramanchão coberto com parreira e inúmeras árvores frutíferas. Recordo-me com clareza da  parte interna da  casa , de todos os seus cômodos e até da disposição de seus móveis.&lt;br /&gt;O lugar que eu mais gostava e comparecia  assiduamente era a  grande sala de frente que dava para a Avenida Brasil , ocupada pelo escritório e biblioteca . Seus móveis eram  em estilo colonial  , envernizados em coloração escura. Suas estantes eram guarnecidas por  grande quantidade de livros encadernados uniformemente, havia ainda várias peças decorativas em que pontificavam imitações de caveiras . Foi nesse local, maravilhoso para minha sensibilidade infantil, que meu Tio João Lúcio , pacientemente, mostrava-me gravuras, pedia que eu lesse trechos de seus livros infantis, contava-me histórias e procurava interessar-me pelo mundo das letras.&lt;br /&gt;    Bem mais tarde , já professor de Português , li seus romances e pude aquilatar o grande valor literário desse escritor , sem dúvida, uma das maiores expressões de nossa literatura regionalista , infelizmente esquecido nos dias atuais.&lt;br /&gt;    Eu tinha uns treze ou quatorze anos quando vi meu tio pela última vez. Foi no Rio de Janeiro , num quarto da Casa de Saúde São José , onde se recuperava de uma cirurgia no pulmão feita há alguns dias atrás, tentativa frustrada de estancar uma doença insidiosa . Lembro-me perfeitamente até de sua voz, quando me chamou para junto de sua cama e disse pausadamente : “Dessa vez estão me dando uma surra . ”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-3916923942238302228?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/3916923942238302228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=3916923942238302228' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/3916923942238302228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/3916923942238302228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/03/reminiscncias-belorizontinas-3.html' title='Reminiscências belorizontinas 3'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-2790278645711303280</id><published>2008-02-25T08:08:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T08:16:23.198-08:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS BELORIZONTINAS 2</title><content type='html'>A adolescência  é a fase das novidades. Os acontecimentos, as experiências, as alegrias  e até mesmo as decepções que vão nos marcando pela vida a fora, naquela idade considerada azul pelos poetas,  batem diferente na sensibilidade de cada um.  Assim a  reunião da “nossa turma” que ocorria aos sábados na parte de cima de um pequeno bar situado na Rua da Bahia , o Bar Caçula, tinha uma conotação especial para todos os que dela  participavam.&lt;br /&gt;            Como em qualquer grupo que se forma invariavelmente surge uma liderança, a nossa era exercida pelo Helio Moraes, um rapaz um pouco mais velho do que os demais componentes da turma. Estudante da Faculdade de Direito , filho de um conhecido desembargador  de Minas Gerais, rosto redondo em desconformidade com seu corpo um tanto franzino, olhos  esverdeados e cabelos sempre aparados , podia-se afirmar que o nosso líder era um rapaz bonito . Irradiava para todos uma  grande simpatia através de um sorriso constante onde pontificam uns dentes grandes e bem cuidados. E a voz do líder sobressaía ao puxar com entusiasmo o conhecido “Oh que belos companheiros, como viram tão ligeiro ,se és covarde saia da mesa, que a nossa empresa, requer valor . Primeira bateria, vira, vira, vira.....” . E logo depois da primeira bateria, que era sempre exercida pelo próprio  Helio, cada um de nós ia virando  goela abaixo, pois ninguém queria ser covarde,  o copo duplo de samba-em-berlim ou  de gim com água tônica. De vez em quando surgia um litro de legítimo “whisky” escocês, isto quando um outro componente da turma, o Renato Figueiredo, mais conhecido como Renato Javali em razão da proeminência de sua arcada dentária superior,  surgia vitorioso empunhando  a preciosa bebida surrupiada da adega paterna. Esclareça-se que o Renato, por ser filho de um diretor de conhecido banco mineiro, era considerado o  riquinho  da turma.&lt;br /&gt;            A “nossa turma” tinha uma característica bem marcante que a fez conhecida na BH dos anos dourados.  Nós não éramos briguentos, não fazíamos arruaças e , apesar do nosso “vira-vira” dos sábados à noite,  também não éramos beberrões. No entanto, tínhamos um objetivo que, invariavelmente, executávamos logo terminada nossa reunião semanal do Bar Caçula : ir a um baile ou a uma grande festa familiar, sempre entrando de penetra , pois como convidados ou pagando , não  havia a menor graça .  A escolha do local era discutida na reunião e as formas de se penetrar eram as mais incríveis e inusitadas . Subíamos em árvores até a janela de acesso ao objetivo, pulávamos às vezes mais de um muro, caindo em vários quintais até chegar ao local festivo, escalávamos marquises , passávamos de uma sacada para outra,  enfim , usávamos  qualquer recurso que nos levasse ao objetivo traçado. E sempre,   sob o comando firme de nosso líder, agíamos em solidariedade, pois , de acordo com nossas regras, ninguém  deveria ficar de fora .&lt;br /&gt;           Belo Horizonte de minha infância, adolescência e mocidade  era uma cidade que tinha um sabor , uma atração tão especial sobre minha sensibilidade florescente que hoje , tantos anos passados, sua presença continua viva  como se o tempo houvesse estagnado . Na atualidade, quando ocasionalmente visito a bela capital mineira, por vezes, me vejo perdido na turbulência de suas largas avenidas  à procura de um rosto amigo , de um fragmento , de uma saudade materializada, que me devolva parte de um tempo tão descompromissado  e feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-2790278645711303280?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/2790278645711303280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=2790278645711303280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2790278645711303280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/2790278645711303280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/02/reminiscncias-belorizontinas-2.html' title='REMINISCÊNCIAS BELORIZONTINAS 2'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4526596047619053747.post-4270863062968088588</id><published>2008-02-24T14:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T14:27:59.687-08:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS BELORIZONTINAS 1</title><content type='html'>À medida que o passar do tempo vai deixando suas marcas em nosso corpo, vez por outra, procuramos resgatar dos porões da memória antigas recordações dos verdes anos da mocidade . Rostos , vozes,  perfumes, músicas  e, até mesmo, alguns gestos quedam-se imobilizados em nossa mente como um painel de exposição.  De repente, transporto-me para Belo Horizonte dos anos dourados, cidade boêmia, bucólica , dos bondes amarelos e das lindas moças que faziam o “footing” na Praça da Liberdade .&lt;br /&gt;                             A casa da minha avó, refúgio de minhas temporadas mineiras, ficava numa então pacata rua no bairro de Santo Antonio.  Larga e bem asfaltada , num tempo em que os automóveis conviviam em  plena harmonia com o futebol, os patins e as bicicletas , a Fernandes Tourinho tinha  um permanente aspecto recreativo . Foi lá que meu coração adolescente recebeu a primeira flechada de um Cupido de plantão quando, numa certa tarde, vi uma jovem sorridente que vestia azul e pilotava uma bicicleta Monark também azul. O primeiro amor, ou a primeira paixão, como quiserem, geralmente não dá em nada sério, mas sempre bate fundo num coração inexperiente e durante muito tempo provoca lágrimas e noites mal dormidas. Quem não as teve ?&lt;br /&gt;                           E os meus primeiros contatos com as noites de boemia (ou boêmia como preferem os puristas) , também tiveram como palco a Belo Horizonte dos anos cinqüenta . No Montanhês, a magnífica orquestra do Maestro Castilho, afinadíssima, empolgava os “pés-de-valsas” e eu , timidamente,  também arriscava alguns passos mais ousados.  Em outro cabaré, um cantor argentino, sem dúvida completamente desconhecido das plagas portenhas, mas conhecidíssimo na Rua Guaicurus e adjacências,   de chapéu, cachecol , cigarro sempre pendente no canto da boca, entoava tangos de Gardel e alguns que afirmava ser de sua lavra . Muitas mulheres da noite chegavam a chorar de emoção ao vê-lo cantar .&lt;br /&gt;                        E os rapazes de minha turma ? Seus rostos , expressões, vozes, olhares, gozações, gestos, acompanham-me  pela vida a fora. Faziam parte, meu primo Sérgio Pimentel, Pedro Senna Horta , Helio Moraes, Guido Rocha, Moacyr Miranda (Mãozinha) , Serginho Boa Pinta, Oswaldo Girão, Renato Figueiredo (Javali), Fernando Ramos, Guido Rocha e mais alguns que , esporadicamente, também compareciam ao nosso ponto de reunião  dos sábados, o antigo Bar Caçúla, na Rua da Bahia, tais como, Achilles Reis,  Renato Girão, Hélio Barreto, José Bráulio e meu irmão Luiz Antonio. Como decorrência lógica do transcurso de mais de meio século, alguns desses rapazes já não nos acompanham nesse vale de lágrimas, emoções e sorrisos em que  ainda vivemos. &lt;br /&gt;                      O hábito de falar de coisas antigas indica que estamos ficando velhos. No entanto, eu assumo plenamente esta minha “melhor idade” e ainda pretendo detalhar alguns aspectos dessas reminiscências, principalmente no que diz respeito a minha “famosa” turma . Recordar também é viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4526596047619053747-4270863062968088588?l=blogdogeraldoaffonso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/feeds/4270863062968088588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4526596047619053747&amp;postID=4270863062968088588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/4270863062968088588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4526596047619053747/posts/default/4270863062968088588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdogeraldoaffonso.blogspot.com/2008/02/reminiscncias-belorizontinas-1.html' title='REMINISCÊNCIAS BELORIZONTINAS 1'/><author><name>Geraldo Affonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06982757414727356521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ZNTqA-I9_vU/R8H3mRlt_7I/AAAAAAAAAAQ/MUK4xd668EI/S220/GEraldo+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
